terça-feira, 2 de julho de 2013

Risco Físico: Pressões Anormais


São atividades que expõem o homem a condições de pressão superior a uma atmosfera (1kg/cm²). Exemplos: mergulho, construção civil (tubulações e túneis pressurizados), trabalhadores de minas e voos a elevadas altitudes. 

 Efeitos da Pressão Atmosférica no organismo

 Como o corpo é constituído de muitas cavidades pneumáticas e o sangue é uma solução que se presta para o transporte de gases, sofre muito com as variações de pressão, que alteram o volume dos gases, bem como a solubilidade dos gases no sangue. Essas alterações são regidas pelas leis dos gases.

 No caso dessas variações, o sangue atinge o seu equilíbrio em poucos minutos, no entanto o tecido adiposo pode levar horas para liberar o nitrogênio dissolvido. Daí a necessidade de se aumentar ou diminuir a pressão vagarosamente e em estágios que são função da pressão e do período que o trabalhador ficou nessa pressão.

 ANEXO N.º 6 da NR 15

TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS

1.    TRABALHOS SOB AR COMPRIMIDO

(Alterado pela Portaria SSMT n.º 05, de 09 de fevereiro de 1983)

1.1 Trabalhos sob ar comprimido são os efetuados em ambientes onde o trabalhador é obrigado a suportar pressões maiores que a atmosférica e onde se exige cuidadosa descompressão, de acordo com as tabelas anexas.

1.2 Para fins de aplicação deste item, define-se:

a) Câmara de Trabalho - É o espaço ou compartimento sob ar comprimido, no interior da qual o trabalho está sendo realizado;

b) Câmara de Recompressão - É uma câmara que, independentemente da câmara de trabalho, é usada para tratamento de indivíduos que adquirem doença descompressiva ou embolia e é diretamente supervisionada por médico qualificado;

c) Campânula - É uma câmara através da qual o trabalhador passa do ar livre para a câmara de trabalho do tubulão e vice-versa.

15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.
 
Rogério Cézar Santos Baptista Júnior
Técnico em Segurança do Trabalho
MTE n°0032449-RJ
Niara Maria Braga Siqueira
Farmacêutica e Técnica em Meio Ambiente
CREA MG 163085/TD
Pesquisado no livro Qualidade de Vida e Segurança no Trabalho de Fábio Henrique Ribeiro; Perguntas e Respostas Comentadas em Segurança do Trabalho e Medicina do Trabalho de Carlos Roberto Naves Morais
 
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

DESPOLUINDO O POLUÍDO


        Tudo aquilo que está disponível de uma maneira que não é a correta, a original e limpa de se apresentar no meio, pode-se dizer que está com alguma poluição. Convido-lhe agora a refletir: Qual foi a última vez que você presenciou uma situação como essa, uma situação de poluição? Foi aquele dia que você estava viajando de volta pra casa e se deparou com garrafas de refrigerante amassadas na estrada? Foi naquelas férias que resolveu fazer um banho revigorante no delicioso “marzão” e se deparou com canudos, latas e plásticos pela água? Ou foi aquele outro dia que uma pessoa próxima a você tentou (digo tentou porque não conseguiu, já que você é um de nossos leitores e já treinou a ficar neutralizado a influências externas indesejáveis através de bons pensamentos) jogar em você todos os lixos e poluições que ela tinha no coração dela, como inveja do que você conseguiu, ou simplesmente palavras de ofensa para ela se sentir superior a você?

            Quando algo está poluído, fica desprezível, dispensável, sujo, indesejável. Precisamos despoluir o poluído e não poluir o que não está poluído! Quando você se depara fazendo uma ação que não está tornando o ambiente mais limpo, preservado e protegido e as pessoas que ali estiverem melhores, mais agradáveis e felizes, algo precisa ser transformado.

            Pense em uma paisagem, a mais bonita que você já viu. Agora pense nela cheia de lixo, árvores queimadas e solo devastado. Qual foi a imagem que mais te trouxe alegria e tranquilidade? Sim, foi a paisagem bela de natureza, sem interferências negativas. Assim também precisamos fazer no nosso cotidiano, limpar aquilo que precisa ser despoluído, limpar nossas palavras, limpar nossos pensamentos, limpar nosso coração. Dessa maneira certamente conseguiremos manter limpo e protegido nosso Meio Ambiente defendendo a ideia da Sustentabilidade preservando nossos recursos naturais para as futuras gerações. Cada um pode fazer algo para a prática da despoluição e para se evitar novos atos de poluição através de medidas simples como dar exemplo para uma criança de não jogar lixo no chão, nas águas e ruas e cultivar as boas ações e sentimentos para que juntos possamos transmitir e alcançar o mundo melhor de se viver que tanto almejamos!
 
Niara Maria Braga Siqueira
Farmacêutica e Técnica em Meio Ambiente
CREA MG 163085/TD
 
Rogério Cézar Santos Baptista Júnior
Técnico em Segurança do Trabalho
MTE n°0032449-RJ
 


 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

DICA PARA O FINAL DE SEMANA!

 
A água é um recurso natural necessário e essencial para todos nós! Faça sua parte! Ajude na preservação da ÁGUA FONTE DE VIDA! 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Risco Físico: Frio


         O casos que se destacam pela ação do frio, mais comum, são as queimaduras, gripes, inflamação das amígdalas, resfriados, algumas alergias, congelamento dos pés e mãos e problemas circulatórios.Geralmente, essas predominam em empresa, tais como: industrialização de pescados, frigoríficos, industrias de alimentos congelados, fábricas de gelo, etc.

•         A informação do resfriamento do sangue passa para os núcleos do hipotálamo posterior responsável pela conservação do calor, com isso são ativados os mecanismos necessários para aquecer o corpo como a vasoconstricção periférica, os tremores musculares (calafrios) e a liberação de hormônios.

Hipotermia: Pode ocorrer em indivíduos que estão saudáveis durante a exposição ocupacional ao frio. Acontece quando as perdas de calor superam os ganhos

•         Hipóxia: Baixa concentração de oxigênio no organismo. Leva a quadros de sonolência, fadiga mental e muscular, cefaléia, sendo o mais importante a diminuição da capacidade mental, comprometendo, assim, julgamentos, memória e movimentos.

·         Ulcerações : ocorrem quando a temperatura do tecido cai abaixo do ponto de congelamento e resulta em danos ao tecido. Normalmente, as pessoas acometidas por estas lesões não sentem os efeitos, até que alguém as chame a atenção pela palidez de sua pele. Geralmente, estas ulcerações ocorrem quando o rosto ou as extremidades são expostos ao vento frio.

 

·         Frostbite: e corresponde a lesões que atingem predominantemente as extremidades, devido à intensa vasoconstricção periférica e à deposição de microcristais nos tecidos quando a região exposta entra em contato com temperaturas abaixo de -2°C.

 

·         Fenômeno de Raynaud:  é um dano causado pelo frio, mas pode estar associado a outras patologias como esclerose sistêmica. O fenômeno de Raynaud também pode ocorrer pela exposição à vibração, em operadores de marteletes pneumáticos, lixadeiras e outros.

 

 

·         Pé de imersão: ocorre em trabalhadores com os pés expostos à água fria ou ambientes úmidos, sem a proteção adequada, por longos períodos.

 

 

Recomendações Necessárias para Trabalhadores em Exposição ao Frio:

•         Evitar o trabalho solitário em ambientes frios. O trabalhador deve estar em constante observação ou trabalhar em duplas;

•         Evitar sobrecarga de trabalho de forma a evitar sudorese intensa que possa causar umedecimento da vestimenta. Quando da realização de trabalho intenso, devem-se adotar períodos de descanso em abrigos aquecidos, com troca por vestimenta seca, sempre que necessário;

Equipamento de Proteção Individual (EPI) para Exposição ao Frio

·         Requisitos de vestimenta: Roupa de baixo: é recomendado o uso de uma roupa de baixo de duas peças, como camiseta e short de algodão sob roupa térmica.

·         Meias: as de lã são as ideais;

·         Calças: devem ser utilizadas calças de lã, do tipo térmico ou com um forro especial. Os cintos devem ser evitados, pois podem apertar e reduzir a circulação.

·         Botas: para o trabalho em temperaturas frias, é recomendável usar botas de couro, com o forro de feltro, sola de borracha e palmilhas de feltro. As botas devem ser impermeáveis e as meias devem ser trocadas quando ficam molhadas de suor;

·         Capote   com  capuz : deve ser folgado com cordão na cintura. As mangas devem ser folgadas. O capuz impede que o ar quente saia de volta do pescoço e passe pelo rosto. O capuz permite respirar ar mais quente que se formou no túnel e, também, amortece o vento

·         Luvas ou mitenes: as mitenes oferecem maior proteção que as luvas, embora a destreza dos dedos fique prejudicada. As queimaduras por metal frio podem ser impedidas por luvas de nylon ou algodão, mas estas oferecem pouca proteção térmica; novamente, a lã parece ser o material ideal;

·         Máscara (gorro invanhoé): a máscara é um equipamento vital no trabalho em vento frio. Uma máscara de esquiar com abertura para os olhos propicia melhor visibilidade que as máscaras com tubo, embora ambas sejam eficientes.

Rogério Cézar Santos Baptista Júnior

Técnico em Segurança do Trabalho
MTE n°0032449-RJ
Niara Maria Braga Siqueira
Farmacêutica e Técnica em Meio Ambiente
CREA MG 163085/TD
Pesquisado no livro Qualidade de Vida e Segurança no Trabalho de Fábio Henrique Ribeiro; Perguntas e Respostas Comentadas em Segurança do Trabalho e Medicina do Trabalho de Carlos Roberto Naves Morais
 


 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

REFLETINDO SOBRE O CONSUMO EXAGERADO


           Pense conosco: os últimos produtos e utensílios que você adquiriu tinha necessidade para uso ou foi somente questão de impulso pelo consumo? Quantas e quantas vezes compramos além do que precisamos apenas pelo hábito de consumir? E de onde vem todos os recursos para a produção de novos produtos?

            Sim! Vem da Natureza, do nosso Meio Ambiente! E a cada vez que optamos por não reutilizar o que já temos, ou reciclar para dar um novo destino, estamos fazendo um uso irracional dos recursos naturais.

            Tente fazer sua parte para a contribuição de um mundo melhor, com mais preservação ambiental e melhoria da conscientização da sociedade! Pode ser explicando a importância da reciclagem para uma criança ou até mesmo reutilizando aquela TV que seria jogada no lixo. Dê asas à sua imaginação para o alcance da proteção de nosso Meio e de nossas futuras gerações!
 
Niara Maria Braga Siqueira
Farmacêutica e Técnica em Meio Ambiente
CREA MG 163085/TD

Rogério Cézar Santos Baptista Júnior
Técnico em Segurança do Trabalho
MTE n°0032449-RJ
 
 
 


 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Risco Físico: Calor

            Os  trabalhadores expostos a trabalhos de fundição, siderurgia, indústria de vidro, etc. são mais propensos a problemas como insolação, cãibras e, em alguns casos, problema com o cristalino do globo ocular (catarata). Convém esclarecer que os fatores comentados, geralmente, aparecem devido á exposição excessiva ao calor.

Paralelamente ao calor, podemos acrescentar  as chamadas radiações ultravioleta que estão presentes, principalmente, nas operações de fusão de metais a altas temperaturas em solda circulatórias. Como os seus efeitos são térmicos, podem provocar queimaduras e inflamação nos olhos (conjuntivite) conforme o tempo de exposição.

Reações do Organismo ao Calor:

•         Surgem na medida em que há um aumento de calor ambiente. No sentido de promover um aumento da perda de calor, o organismo processa uma série de reações fisiológicas, buscando o equilíbrio térmico.

•         Os principais mecanismos de defesa do organismo à exposição a ambientes quentes são:

- Vasodilatação periférica: aumenta o fluxo de sangue na superfície do corpo.
- Sudorese: a quantidade de suor pode chegar até dois litros por hora.

Rogério Cézar Santos Baptista Júnior
 
Técnico em Segurança do Trabalho
MTE n°0032449-RJ
Niara Maria Braga Siqueira
Farmacêutica e Técnica em Meio Ambiente
CREA MG 163085/TD
Pesquisado no livro Qualidade de Vida e Segurança no Trabalho de Fábio Henrique Ribeiro; Perguntase Respostas Comentadas em Segurança do Trabalho e Medicina do Trabalho de Carlos Roberto Naves Morais
 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

TRANSFORMAR E RECICLAR A CADA DIA


           A transformação do que não mais tem valor aparente em algo que pode ser valioso e eficiente. Esta ideia te faz pensar em qual situação de sua vida? Pode ser naquele dia que você achou que nada ia dar certo, mas de repente tudo se modificou, o quebra-cabeça do cotidiano entrou em sincronia e tudo se resolveu melhor do que você pudesse vislumbrar, ou também pode ser aquele quadro que já estava meio apagado em sua sala e você de uma hora pra outra resolveu passar um verniz sobre ele e desde então recebe elogios de todos que o reparam devido a seu “brilho original”.

            Sim! Tantas e tantas são as transformações positivas que podemos vivenciar a cada dia, assim como é a transformação realizada na reciclagem do lixo que é a transformação de um material, que tem sua primeira utilidade terminada em outra, sendo a coleta seletiva de lixo sua maior aliada. Quando separamos por exemplo o lixo orgânico (cascas de frutas, restos de comida) dos demais lixos podemos produzir adubo para plantas com esse material, por outro lado, o que é papel, plástico se forem separados e coletados de maneira correta, podem gerar benefícios como incentivar o crescimento das indústrias de reciclados, preservar os recursos naturais e economizar energia na produção de materiais novos.

            Cabe a nós fazermos nossa parte colocando o material a ser descartado em lixeira específica e aplicarmos sempre a REGRA DOS Rs:

- Reduzir: É possível reduzir o material descartado revisando nossos hábitos de consumo e repensando na necessidade da sua utilização ou descarte.

- Reutilizar: Grande quantidade de materiais podem ser reaproveitados, mesmo com outra função, sem passar pela reciclagem.

- Reciclar: Transformar materiais já usados, por processo artesanal ou industrial, em produtos novos.

            Seguindo dicas como estas, podemos colocar em prática a transformação e a reciclagem do que não tem mais lugar e funcionalidade, em algo que realmente é preciso e necessário, sendo que durante esse processo, nosso meio e as pessoas que nele habitam possam ser respeitados e valorizados de maneira sustentável e a cada dia melhor!


Niara Maria Braga Siqueira
Farmacêutica e Técnica em Meio Ambiente
CREA MG 163085/TD
 
Rogério Cézar Santos Baptista Júnior
Técnico em Segurança do Trabalho
MTE n°0032449-RJ